quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Da superficialidade.

Cada vez mais me repugna o não ter-se vínculo à vida, envolvimento nela! Cada vez mais considero importante termos pessoas com quem podemos chorar, gritar, espernear, perder a compostura sem que nunca percam o respeito, o carinho e a admiração por nós. E o mais chocante é que há imensa gente que não consegue "perder a compostura"! Há imensa alminha que de tão obstinada para "não cair no ridículo" ou para "não mostrar fraqueza", se escuda na superficialidade de relacionamentos. Relacionamentos em que tudo é cálculo, tudo é frio, tudo é estéril! São robots que não conhecem o calor da emoção, o fervor da raiva e o assolapar do amor. São seres desalmados, até! Não entendem o que é ficar triste, tão triste, ou feliz, tão feliz, pelo outro que se ama! Muito menos sentirão o que é desejar-se tão bem ou melhor do que a nós. Seres para quem o "ego" em momento algum se põe de lado, mas que ficam sempre bem, tão bem, na fotografia! Desconhecem o significado de "calor", do dar sem receber. E não é uma apologia ao ser-se "bonzinho", vamos lá ver. É antes um apelo ao ser-se humano.

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