quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009
Hoje é dia de tertúlia!
Vamos lá a mimar a barriguita, falar do que se sente e do que é mito, exprimir sensações, partilhar emoções, estamos a precisar de pôr a converseta bem em dia! Quero falar muito do Manel. Só penso nele. Já ataquei a chicco e não paro de me ver ao espelho e de namorar a barriga, passar o creme da mustela maternidade e observar as mamas a aumentar e a enrijecer. É uma viagem de loucos mas deliciosa (pelo menos por enquanto!). E logo há tertúlia! Estou mesmo a precisar.
segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009
Da alegria!
Que se comece a preparar a festa, que se ponha a mesa para o banquete, que se reguem os copos, que se elevem firmes e com emoção, que se deseje o melhor e o mais leve, porque...vai nascer um príncipe herdeiro!:)
sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
Das preciosas linhas numa gélida manhã...
"Quero amortecer-te sempre os duros momentos,
Almofadar-te as dificuldades,
Fazer-te feliz,
Arrancar gargalhadas do teu doce olhar."
Almofadar-te as dificuldades,
Fazer-te feliz,
Arrancar gargalhadas do teu doce olhar."
Do estado

Depois de um dia de chuva intensa, escuro e farrusco, com trânsito para todo o lado que nos viremos, de chegar rés-vés-campo-de-ourique a todos os compromissos, chegar à escola e estar initerruptamente com crianças sem que estas possam libertar as energias na rua por estar a chover, o cansaço é generalizado e violento! Odeio dias assim...difíceis...
quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009
Uma delícia!
Os vegetarianos
Não gosto de vegetarianos. Os vegetarianos são pessoas esquisitinhas e que me mexem com os nervos. Os vegetarianos lixam sempre os jantares de grupo. Se for em casa é preciso cozinhar qualquer coisa à parte -dá trabalho -, se for num restaurante é preciso ligar a avisar que se vai levar um vegetariano, se dá para lhe preparar qualquer coisinha. Sente-se sempre uma pontinha de desconforto, é mais ou menos como dizer que vai levar o cão, se lhe podem arranjar um cantinho, desculpe lá o incómodo. Os vegetarianos requerem tratamento especial, por isso deviam passar a designar-se "seres portadores de deficiências alimentícias". E, já agora, deviam ostentar um dístico no carro que lhes garantisse estacionamento nos centros comerciais e acesso às caixas de pagamento prioritárias.
Percebo assim-assim quem não come carne por não gostar - embora seja de desconfiar, tenho para mim quem não gosta de um bom bife com molhanga não pode ser lá muito boa pessoa -, agora quem não come por pena dos bichos, não há paciência. E depois é sempre a mesma desculpa: "ah, coitadinhos, sofrem tanto, vieram a este mundo para acabarem num prato em versão hamburger, cambada de insensíveis, então não era tão bonito um planeta repleto de vaquinhas, ah, mas os leões comerem as zebras em África isso é completamente diferente, é sobrevivência, completamente diferente!". Pequenada, a minha sobrevivência também depende de comer semanalmente um belo naco de carne, bem temperadinha, ali com muita batata frita à volta. E se não comer carne fico violenta. E mordo.
Também gosto dos vegetarianos que recusam espetar um garfo numa costeleta, mas depois venha de lá um carapau ou um rodovalho, ainda com olhinhos, guelras e dentes. Isso já não há problema nenhum. Porquinho não, rodovalho venha ele. O rodovalho não é bicho? Ninguém tem pena do rodovalho? E os vegetarianos que se benzem perante uma salsicha, mas depois também não vem nenhum mal ao mundo se usarem cabedal dos pés à cabeça? E quanto produto é que não há por aí que na sua composição mete bocados de um bicho qualquer (medicamentos incluídos)? Aí já não tem mal limpar-lhes o sebo? Ah, pois é! Interesseirozinhos!
Depois irrita-me aquela coisa da evangelização de coisas com nomes tão esquisitos como tofu, seitan ou soja. Sempre a quererem impingir, sempre a dizer "prova lá, hmmmm, tão bommmm, quem é que precisa de carne quando pode comer um seitan com anchovas?". Mas o pior de tudo é confeccionarem pratos que se assemelham aos das "pessoas normais". Meus amigos, se é para fazerem um tofu à Braz, porque é que não comem logo a porcaria do bacalhau duma vez? Se fazem um arroz que é a cara chapada do arroz de pato, porque é que não enfiam lá um quá-quá? E chouriço de seitan??? Mas isto cabe na cabeça de alguém??? É igualito, igualito ao chouriço, mas depois vai-se a ver e em vez de porco leva seitan??? Se querem a vossa comida diferentezinha, arranjem as vossas receitas, olha agora!
E depois queixam-se. Os vegetarianos é uma gente que se queixa muito. Quer dizer, já bem basta uma pessoa fazer-lhes o enormérrimo favor de lhes arranjar um prato diferente, e têm sempre que soltar o lamento. Ou porque lhes fizeram uma salada, ou porque lhes fizeram uma omelete, ou porque lhes dão uma sandes com Tulicreme. No fundo, qualquer coisa prática que não meta carne nem peixe. Queriam o quê? Um fonduezinho de vegetais? Uma grelhada mista de frutas? Então levem um tupperware com a vossa comida, não sejam maçadores.
Vamos lá, deixem-se de coisas. Venham daí comer bifes e vão passar a ter uma vida social muito mais gira, está bem?
Não gosto de vegetarianos. Os vegetarianos são pessoas esquisitinhas e que me mexem com os nervos. Os vegetarianos lixam sempre os jantares de grupo. Se for em casa é preciso cozinhar qualquer coisa à parte -dá trabalho -, se for num restaurante é preciso ligar a avisar que se vai levar um vegetariano, se dá para lhe preparar qualquer coisinha. Sente-se sempre uma pontinha de desconforto, é mais ou menos como dizer que vai levar o cão, se lhe podem arranjar um cantinho, desculpe lá o incómodo. Os vegetarianos requerem tratamento especial, por isso deviam passar a designar-se "seres portadores de deficiências alimentícias". E, já agora, deviam ostentar um dístico no carro que lhes garantisse estacionamento nos centros comerciais e acesso às caixas de pagamento prioritárias.
Percebo assim-assim quem não come carne por não gostar - embora seja de desconfiar, tenho para mim quem não gosta de um bom bife com molhanga não pode ser lá muito boa pessoa -, agora quem não come por pena dos bichos, não há paciência. E depois é sempre a mesma desculpa: "ah, coitadinhos, sofrem tanto, vieram a este mundo para acabarem num prato em versão hamburger, cambada de insensíveis, então não era tão bonito um planeta repleto de vaquinhas, ah, mas os leões comerem as zebras em África isso é completamente diferente, é sobrevivência, completamente diferente!". Pequenada, a minha sobrevivência também depende de comer semanalmente um belo naco de carne, bem temperadinha, ali com muita batata frita à volta. E se não comer carne fico violenta. E mordo.
Também gosto dos vegetarianos que recusam espetar um garfo numa costeleta, mas depois venha de lá um carapau ou um rodovalho, ainda com olhinhos, guelras e dentes. Isso já não há problema nenhum. Porquinho não, rodovalho venha ele. O rodovalho não é bicho? Ninguém tem pena do rodovalho? E os vegetarianos que se benzem perante uma salsicha, mas depois também não vem nenhum mal ao mundo se usarem cabedal dos pés à cabeça? E quanto produto é que não há por aí que na sua composição mete bocados de um bicho qualquer (medicamentos incluídos)? Aí já não tem mal limpar-lhes o sebo? Ah, pois é! Interesseirozinhos!
Depois irrita-me aquela coisa da evangelização de coisas com nomes tão esquisitos como tofu, seitan ou soja. Sempre a quererem impingir, sempre a dizer "prova lá, hmmmm, tão bommmm, quem é que precisa de carne quando pode comer um seitan com anchovas?". Mas o pior de tudo é confeccionarem pratos que se assemelham aos das "pessoas normais". Meus amigos, se é para fazerem um tofu à Braz, porque é que não comem logo a porcaria do bacalhau duma vez? Se fazem um arroz que é a cara chapada do arroz de pato, porque é que não enfiam lá um quá-quá? E chouriço de seitan??? Mas isto cabe na cabeça de alguém??? É igualito, igualito ao chouriço, mas depois vai-se a ver e em vez de porco leva seitan??? Se querem a vossa comida diferentezinha, arranjem as vossas receitas, olha agora!
E depois queixam-se. Os vegetarianos é uma gente que se queixa muito. Quer dizer, já bem basta uma pessoa fazer-lhes o enormérrimo favor de lhes arranjar um prato diferente, e têm sempre que soltar o lamento. Ou porque lhes fizeram uma salada, ou porque lhes fizeram uma omelete, ou porque lhes dão uma sandes com Tulicreme. No fundo, qualquer coisa prática que não meta carne nem peixe. Queriam o quê? Um fonduezinho de vegetais? Uma grelhada mista de frutas? Então levem um tupperware com a vossa comida, não sejam maçadores.
Vamos lá, deixem-se de coisas. Venham daí comer bifes e vão passar a ter uma vida social muito mais gira, está bem?
Da superficialidade.
Cada vez mais me repugna o não ter-se vínculo à vida, envolvimento nela! Cada vez mais considero importante termos pessoas com quem podemos chorar, gritar, espernear, perder a compostura sem que nunca percam o respeito, o carinho e a admiração por nós. E o mais chocante é que há imensa gente que não consegue "perder a compostura"! Há imensa alminha que de tão obstinada para "não cair no ridículo" ou para "não mostrar fraqueza", se escuda na superficialidade de relacionamentos. Relacionamentos em que tudo é cálculo, tudo é frio, tudo é estéril! São robots que não conhecem o calor da emoção, o fervor da raiva e o assolapar do amor. São seres desalmados, até! Não entendem o que é ficar triste, tão triste, ou feliz, tão feliz, pelo outro que se ama! Muito menos sentirão o que é desejar-se tão bem ou melhor do que a nós. Seres para quem o "ego" em momento algum se põe de lado, mas que ficam sempre bem, tão bem, na fotografia! Desconhecem o significado de "calor", do dar sem receber. E não é uma apologia ao ser-se "bonzinho", vamos lá ver. É antes um apelo ao ser-se humano.
terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
Olá Miguel, este é o Mundo! Olá Mundo, este é o Miguel!
Com esta história de mudar de ninho, estive afastada do mundo por imenso tempo. Por demasiado, até! Mas eis que surge um momento poético. No dia em que o meu Miguel é apresentado ao mundo, também eu consigo ter acesso a ele. Ando toda vidrinhos e bem à flor-da-pele. Venho, pois, aqui constatar que a revolução hormonal é tremenda, especialmente no primeiro trimestre de gravidez! Ando um verdadeiro tractor! Felizmente já está a acabar...o que nos faz vislumbrar uma luz ao fundo do túnel, a mim e a todas as alminhas que me rodeiam e juraram (talvez estejam a ter consciência do tremendo erro! Eheheheh!) amar-me para sempre. Mas assim com a entrada em grande no 4º mês de gravidez, talvez desperte a fofinha que há em mim!;)
Bem, enquanto escrevo estas linhas, não me sai da cabeça a principal emoção. A minha amiga-irmã está num processo que se sente angustiante e assustador, especialmente para quem está no meu estado, mas que trará como consequência a coisa mais importante de uma vida! E é a ela que quero deixar um enorme beijo de amor, de amizade, de carinho e imenso orgulho e admiração, por ser assim, tal e qual como ela é. Uma jóia rara!
Miguel, meu doce, bem vindo sejas a este mundo nem sempre pleno, bonito ou limpinho. Mas vem, meu querido, à confiança, porque vens com estes paizões, tios e tias que serão uma boa almofada da crise! Vem seguro! Vem destemido...
"Lá vem o Miguel, dos olhos de mel
sempre a cavalgar, a galopar no seu corcel
que valente e diligente nos saiu o Miguel!
Lá vem o Miguel dos olhos de mel
E a seu lado corre, pula, salta o cão fiel
Traz uma espada de pau e um chapéu de papel
O cavalo de pau só balança
E é por isso que nunca se cansa.
Para o Miguel também não há horas
A cavalo vai contando histórias
Zás trás pás, com a espada já venci 7 malvados
Com a espada, Miguel, arrancaste os cortinados!
Catrapum, com um soco já venci mais um ladrão
Com um soco, Miguel, atiraste a jarra ao chão!"
Bem, enquanto escrevo estas linhas, não me sai da cabeça a principal emoção. A minha amiga-irmã está num processo que se sente angustiante e assustador, especialmente para quem está no meu estado, mas que trará como consequência a coisa mais importante de uma vida! E é a ela que quero deixar um enorme beijo de amor, de amizade, de carinho e imenso orgulho e admiração, por ser assim, tal e qual como ela é. Uma jóia rara!
Miguel, meu doce, bem vindo sejas a este mundo nem sempre pleno, bonito ou limpinho. Mas vem, meu querido, à confiança, porque vens com estes paizões, tios e tias que serão uma boa almofada da crise! Vem seguro! Vem destemido...
"Lá vem o Miguel, dos olhos de mel
sempre a cavalgar, a galopar no seu corcel
que valente e diligente nos saiu o Miguel!
Lá vem o Miguel dos olhos de mel
E a seu lado corre, pula, salta o cão fiel
Traz uma espada de pau e um chapéu de papel
O cavalo de pau só balança
E é por isso que nunca se cansa.
Para o Miguel também não há horas
A cavalo vai contando histórias
Zás trás pás, com a espada já venci 7 malvados
Com a espada, Miguel, arrancaste os cortinados!
Catrapum, com um soco já venci mais um ladrão
Com um soco, Miguel, atiraste a jarra ao chão!"
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