segunda-feira, 23 de Março de 2009

O Tempo.

Quando se está grávida, o tempo tem outro significado. Organizamo-nos de forma estranha...confusa, acho. Há dias em que apetece estar horas a fio em frente a um espelho a apreciar a curvatura da minha barriga, as transformações do corpo. Chego-me a achar deslumbrante! Tão deslumbrante que emano boas energias. Até dou pelos olhares indiscretos dos homens que por mim passam no meio da rua. É um charme que me torna snob. Ter um bebé dentro da barriga que a torna tão rija e tão redonda que só apetece acariciar. Depois, existem outros momentos. Aqueles em que já ando farta de me arrastar por ter anemia gestacional, ando cansada e sem paciência para nadinha! Mas principalmente porque fico deserta de conhecer o Manel e estes 9 meses parecem mais 9 anos! Ontem começámos a montar o quartinho dele, a arrumar as roupas minúsculas e a imaginá-lo dentro delas. Ontem estava ansiosa por vê-lo. Por tê-lo, mas nos meus braços, nos nossos! Hoje já estou bem menos ansiosa...sinto-me calma, tranquila e quero gozar o facto de ainda o ter só para mim, dentro de mim. Antes de lhe dar a conhecer o mundo e o stress da sobrestimulação. E é importante que tenha consciência que a gravidez é um estado tão passageiro que quando menos esperar, acaba...e lá se vai o charme da diferença e da barriga empinadona! Hoje vou aproveitar o doce momento...amanhã se vê.



Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

A vida não pára!...
A vida é tão rara!...

Composição: Lenine e Dudu Falcão

quinta-feira, 5 de Março de 2009

Sabe bem quando temos quem citar|

Lendo a blogoesfera, temos por um lado os que acham que aquilo foi um arremedo de censura bacoca; por outro, os que acham que a PSP não tinha obviamente a obrigação de conhecer Courbet nem de saber que aquilo é "arte", pelo que a sua intervenção foi, digamos, legítima, pois visou evitar uma espécie de mal maior. Neste último caso, quem assim pensa fá-lo com sobranceria, como se tivesse descoberto a pólvora, demonstrando compreensão para com os pobres pais de Braga, coitados, imaginando-os a taparem os olhos esbugalhados dos Carlinhos e dos Manelinhos que, no remanso domingueiro, foram de repente confrontados com a crueza de um pipi no seu estado natural, tão diferente daqueles rapados a cera das brasileiras das casas de alterne que os papás seguramente frequentam. Coitados destes e coitadinha da PSP, que nunca foi ao Museu D´Orsay e que só tentou conter a calamidade pública que se adivinhava. Estes, os que insinuam ter muito mundo e perceber das coisas, e que vêm o Portugal profundo das suas tocas à Lapa e à Graça com vista para o Tejo, os que acham que Sacavém é outro país, são os que não fazem a mais puta ideia da profunda ignorância e estupidez das polícias da província e do modo como condicionam a vida das populações e de como são um factor efectivo de não-progresso. Mas eu entendo que, quando o mundo se resume à internet e à fnac do Chiado, não se saiba que o país é quase todo ele a periferia de uma enorme província, e que mesmo à beirinha de Lisboa haja milhares de pessoas que não sabem ler.

Sorte

Tudo de bom que você me fizer
Faz minha rima ficar mais rara
O que você faz me ajuda a cantar
Põe um sorriso na minha cara...

Meu amor, você me dá sorte
Meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte
Na vida!...

Quando te vejo não saio do tom
Mas meu desejo já se repara
Me dá um beijo com tudo de bom
E acende a noite na Guanabara...

Meu amor, você me dá sorte
Meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte
De cara!...

Tudo de bom que você me fizer
Faz minha rima ficar mais rara
O que você faz me ajuda a cantar
Põe um sorriso na minha cara...

Meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte na vida!...

Quando te vejo não saio do tom
Mas meu desejo já se repara
Me dá um beijo com tudo de bom
E acende a noite na Guanabara...

Meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte
De cara! (Na vida!)...

Meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte
Na vida!...

De cara! Na vida!...

Meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte
Na vida! (De cara!)...