segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Monte do Carmo



É digno
de publicidade com toda a certeza. Foi o palco para o meu aniversário numa noite inesquecível. Fui brindada, para além do precioso mimo e surpresas, com um imenso charme e envolvência. Fica na Azaruja, em Évora, e é um cenário divinal e acolhedor. Foi muito bem engendrado. Obrigada maridão!

Com 31 anos.

Após a celebação, consciencialização, paralização e outras que tais terminadas em ão que tanto caracterizaram a integração dos 31 anos em mim(zinha), apercebo-me que vai ser esta a idade mais inesquecível e mais especial que já tive. Não fosse com ela que vá interpretar o papel social de mãe(zona). Sem lamechices nem presunções nem nada. A sério que não. Mas, definitivamente será uma verdadeira mudança na vida de uma pessoa, pois está claro! O Manel está a chegar e, finalmente, senti como uma pancadona na cabeça a necessidade de começar mesmo a sério, a sério, a preparar tudo para a sua chegada, que ainda por cima foi antecipada por se tratar de uma bebézão! Então, passo horas a planear e a imaginar como será o momento em que lhe botarei os meus olhos em cima. O momento em que o vou cheirar, apertar, beijar, inspeccionar...tudo. A cabeça anda a mil e as emoções também. De repente sinto um travão. Os planos para ir aqui e alí, do ponderar curtir, ainda, no Festival Islâmico em Mértola, começam a ser substituídos por outros...como, ir comprar o resguardo do colchão do berço do bebé, lavar as roupinhas todas dele, tratar de arranjar camisas-de-dormir minimamente engraçadas(coisinha que toda a vida odiei, diga-se), para levar para a maternidade, a tesoura, o pente, a escova, os discos de amamentação, colocar a barrinha dos animais da quinta no quartinho e otras cositas más que ainda me faltam. Ainda não está cá fora e a mudança já começa a operar. E o mais engraçado é que temos achado uma delícia estas transformações todas e na forma como priorizamos a nossa vida!Daqui a um mês seremos apresentados e esse momento é cada vez mais ansiado.

sexta-feira, 8 de Maio de 2009

"A Festa Verde"

É uma festa promovida para as escolas do agrupamento de Almada onde se pretende, supostamente diga-se, sensibilizar as criancinhas para questões ambientais. Depois de perceber as entranhas desta intenção, começo a ouvir barbaridades e subversões que me fazem irar. Dou Educação Ambiental a miúdos do 1º ciclo do Ensino Básico e a primeira abordagem, ou o primeiro objectivo, é o de desconstruir conceitos adoptados indevidamente sobre estas questões. Estes alunos percebem já, perfeitamente, que nós, comuns mortais, não reciclamos absolutamente nada. Antes, devemos reduzir e reutilizar o mais que pudermos e conseguirmos para, no fim, enviarmos produtos "recicláveis" para o processo de reciclagem! Antes destas questões que têm obviamente a ver com o ambiente transformado pelo Homem, tratámos de perceber que cuidar do ambiente ou ter atitudes ambientalmente sustentáveis passa por preservar e respeitar as espécies, poupar água, abolir o desperdício a diferentes níveis, não cometer excessos no consumo, etc. Maravilha! Ainda mais porque os miúdos nestas idades são uma esponja de conhecimento. Depois, vêm as alminhas dos seus professores titulares e operacionalizam uma verborreia de imbecilidades como: "Era giro construirmos um espantalho para a Festa Verde com um ninho verdadeiro na cabeça a servir de chapéu!" (Sim, porque não destruir um ecossistema porque fica giro enfeitar com coisas autênticas? Eu até sugeria que embalssemassemos a cegonha, dona do ninho, para criar impacto!)!E vou acalmar-me agora, porque estou grávida e não ganho o suficiente para me enervar com estas questões. O que me espanta é que estas questões ainda não são tratadas da forma séria que lhes é devida, antes se vivem como uma moda e uma questão menor, que, "para inglês ver", se operacionaliza e mascara apenas com trabalhecos manuais sem importância absolutamente nenhuma...e pior, por parte das nossas escolas! Sendo esta a década para o Desenvolvimento Sustentável e Educação Ambiental, segundo as coordenadas da UNESCO, ergo a minha indignação e sugiro que se batize este assunto com a importância e a magnitude que lhe é devida. E temos que passar aos nossos alunos todo o conhecimento que adquirimos e admitirmos todos os erros e golpes gravíssimos cometidos ao nosso planeta, agora bem "sujinho"! Deixemo-nos de fantochadas e espantalhos que subvertem totalmente o intuito daquilo que podia ser uma iniciativa totalmente proveitosa! Amén!